domingo, 22 de setembro de 2013

Somos a primeira geração ...

...em que nos preocupa mais a marca do que vestimos, do que o conforto que nos proporciona.

...em que não acreditamos que lutar por algo valha a pena, se não tirarmos directamente vantagem disso.

...em que, por ser tempo de paz, não temos de matar para sobreviver, mas não sabemos viver.

...em que mais vale ser desonesto, do que ficar atrás de outros.

...em que o voto, deixou de significar liberdade de escolha, para significar ilusão de mudança.

...em que um miúdo da primeira classe que não sabe ler, tem um smartphone que custa dois ordenados mínimos.

...em que defendemos mais os animais (touros, cães e outros que tais), do que as pessoas.

...em que defendemos mais as tradições (touradas, largadas e outras que tais), do que as pessoas.

...em compramos um tablet, onde escrevemos o que precisamos para poupar papel, mas nos esquecemos da criança que o montou numa fábrica remota de um país remoto.

...em que pensamos que a função de mudar as coisas é da pessoa que está ao meu lado e não minha.

...em que num dia de greve, vamos trabalhar, e depois vemos as notícias, para mesmo assim ter esperança que os outros tenham tido força para mudar algo.

...em que o líder, muitas vezes, é o primeiro a não ir pelo caminho que sugeriu.

...em que o chefe, quase sempre, não vai pelo caminho a que obrigou os outros.

...em que o seguidor, raramente, acredita na opinião do líder.

...em que o subordinado, nunca confia no caminho que o chefe lhe obrigou a percorrer.

...em que uma profissão só é valorizada quando precisamos directamente dela: o professor, quando me ensina, o médico quando me cura, o bombeiro quando apaga o fogo perto da minha propriedade, o jornalista quando tem o meu ponto de vista, o militar quando me defende, o polícia quando prende o meu assaltante...............de resto, quando não preciso deles são inúteis e parasitas.

...em que não me apercebo do meu egoísmo e das necessidades do meu vizinho.

...em que fico comovido com a campanha de angariação de fundos "daquele país longínquo do outro lado do mundo" mas esqueço-me das pessoas com fome na minha terra, mesmo sabendo quem são.

...em que compro um carro luxuoso, mesmo que não tenha dinheiro para comer ao jantar.

...em que me preocupo mais com o meu dia-a-dia que com o país que deixarei para os meus filhos e netos.

...em que fico tão chateado quando me multam, que nem reconheço a minha culpa.

...em que se me roubarem uma nota na rua, fico encolerizado, mas se me roubarem no ordenado aceito dogmaticamente.

...em que ficamos mais tristes com a derrota de uma equipa desportiva que com opressão.

...em que liberdade de expressão já tem quase o mesmo significado de mentira.

...em que personalidade forte serve como desculpa de mau feitio.

...em que os regulamentos existem, mas não são cumpridos.

...em que...

Tantos mais "em que's"...

"Eu também sou desta geração em que..."





sábado, 2 de março de 2013

Dias difíceis....

Há dias, em que acordamos da pior maneira possível: com uma má notícia!
A partir daí, resta-nos tentar enfrentar, remediar ou ignorar esse acontecimento.
Mas inevitavelmente, ele já aconteceu....
O círculo da Vida, põe-nos de luto e umas horas depois, a ajudar alguém, e potencialmente a salvar-lhe a vida. E tudo no mesmo dia. E tudo vivido pela mesma pessoa! Que raio de sentimento é que existe para nós estarmos tristes e contentes ao mesmo tempo?! Isso é paradoxalmente confuso mas também inexoravelmente simples (daquele tipo de simplicidade com ramificações extremamente complexas que é a vida de alguém)!
Estes dias são autênticas "marteladas" na bigorna que é a vida. Modelam-nos, moldam-nos, tornam-nos mais fortes! Mas isso resulta de passar pelo "fogo, pela água, pela força do "martelo" e isso....isso...não é fácil!
Já passou. Agora vou dormir.
Amanhã, muito provavelmente acordarei apenas com o despertador....

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E se pudesses ler a mente de alguém....?!

Uma das mais antigas premissas de poder social é sem dúvida: "E se eu pudesse ler a mente de alguém....?!"
O que à primeira vista parece algo fantástico e que nos daria um conhecimento quase absoluto sobre a pessoa, e as suas futuras decisões, pontes fortes e consequentemente, os fracos, pode ser algo verdadeiramente assustador. Não ficam felizes de não saber as asneiradas que os vossos país fizeram na adolescência? E as coisas menos boas que afectam o vosso tio que veio do Ultramar? E não dispensam também o sofrimento do primo que está doente? Ou a solidão e a saudade dolorosa dos avós? ...........E não dispensam também a estupidez atroz de algumas pessoas, que pronto, são mesmo burras?!

Toda esta informação é algo que dispensamos de bom grado no nosso dia-a-dia, nos sonhos acordados e lúcidos dos cigarros "pensativos" (já dizia Eça de Queirós). Infelizmente, não posso dizer o mesmo do último item referido anteriormente: a estupidez, que deveria estar escondida no mais recôndito e obscuro canto da nossa mente, salta agora em letras grande sob o pretexto de "tenho de escrever algo no meu mural da rede social". E acabamos com opiniões, que são hipócritas, falsas e contraditórias em relação aquilo que fazemos. Outras são apenas opiniões tolas. Já vi quase de tudo: pessoas a querem-me ensinar como fazer o meu trabalho ("chicos-espertos"), sacerdotes a fazerem o papel de inquisidor (em vez de instruírem e guiarem), senhore(a)s que não percebendo a subtileza do sarcasmo e da ironia, responderam literalmente e obrigaram-me a ser menos subtil, outros que enviam mensagens pessoais na parte pública (para que todos saibam secretamente aquilo que foi dito)....enfim. Uma infinidade de coisas fantásticas. Mas que deveria ter ficado na cabeça de cada um.

Já alguma pensaram porque é que o crânio é tão duro? É para que muitas ideias nunca saiam de lá. A sério!

Por vezes "stupid" & "clever" são exactamente a mesma coisa,

sábado, 21 de janeiro de 2012

Leadership Basics 1-01...

“Se você tiver a coragem de enfrentar outras pessoas em nome dos seus homens, ou, de no momento crítico, enfrentar os seus homens em nome das exigências da missão; se tiver a coragem física de ser o primeiro a enfrentar o perigo ou se tiver a coragem moral de ser coerente e defender os seus princípios, então, você conseguirá o respeito e a confiança da sua equipa, que o seguirá lealmente. No entanto, se eles virem que você cede à primeira investida violenta do ataque de alguém, e se virem que você receia vencer, ou até tentar vencer um obstáculo mental ou físico, então, você perderá rapidamente o respeito e apoio dos seus homens”.

Extracto de um folheto sobre Liderança,
distribuído no Royal Air Force College - Cranwell






Que simplicidade fantástica! Que explicação tão clara, à luz da realidade e não da teoria! E parece tão simples de executar: mas não é! Nenhum líder consegue desprender-se totalmente dos seus próprios interesses e dos seus próprios vícios. Porém, os que mais se aproximam de bons líderes, são os que melhor conseguem gerir as suas próprias "lacunas"...em vez de modelarem os seus homens e a suas responsabilidades à sua imagem, sem se importar com que "imagem" têm. ("imagem", neste contexto significa personalidade e carácter). Seria fácil se só houvesse um caminho a seguir....mas não há. E cabe a quem guia, guiar pela melhor senda possível. Mas um líder não funciona sem os seus homens. E os homens não funcionam sem o seu líder. Há que mudar todos, ao mesmo tempo, pois embora um líder seja só a mira ele de nada vale sem a arma; os homens, que são a "arma" por sua vez, sem mira, podem fazer mais estrago do que benesse.

Todos somos Líderes.
Todos somos liderados.

Faz o que te competir, quando te competir fazer o que for necessário.Com Competência e, porque só o normal não chega, acrescenta-lhe sempre que puderes, Excelência. Mesmo que não mereçam. Mesmo que não peçam. És tu que te valorizas. A obra apenas fica bem feita.

Disse.




"Só têm de me seguir: eu sou o PRIMEIRO!"


domingo, 8 de janeiro de 2012

Gostava de resolver problemas como o Dr. House resolve...


E se a solução para todos os nossos problemas fosse como nas séries americanas, em que se diz uma "palavra-mágica" cuja personagem principal/herói ouve, assimila e acaba por remetê-lo para a única solução possível  para aquele problema? Era fixe não era?!
De certeza que já viram, quando no meio duma conversa é dita uma palavra, normalmente desenquadrada, semi-cómica, e sem muito sentido naquela situação, que vai por o Dr House a pensar e levá-lo a fazer aquela cara pensativa, a olhar para o tecto (ou para o chão!), repetindo lentamente essa palavra, dizendo "é isso" e chegar à unica hipótese correcta! Fantástico...
Tendo em conta estes factos, e que os tele-espectadores nem sempre têm muito tempo disponível, eu sugeriria:
1º começar por analisar a hipótese mais remota e mais improvável, porque normalmente é a correcta!
2º começar por estudarem mais na faculdade, porque todos mandam larachas diferentes para a mesma coisa. A sorte é que acertam sempre na correcta, e nunca ninguém morre. (salvo seja quando querem pôr um episódio a reflectir a consciência de um médico sofre a perda de um paciente...mas isso é sempre secundário!)
3º Já que são as ditas palavras-chave que ditam a conclusão dos episódios, porque não começam por ler um dicionário até alguma fazer sentido para a resolução!?
4º Parem de utilizar palavras como "rebuçado" "botões" "sombra" "boneca" e outras ainda mais idiotas para concluir um caso.
Só para pensarem...
p.s. (há um grupo no facebook chamado "I wish I could solve my problems as well as Dr. House does" )

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A politiquíce dos músicos...(ou "A musicalidade da política")

Reparei que quase todos nós odia...temos menos afinidade com a classe política! (com algumas excepções, claro: eles próprios) (pensando melhor...eles odeiam-se uns aos outros...) (enfim..), e não reparamos, no meio desta salganhada toda que nós, somos políticos também!

Já alguém assistiu a um baile de verão, ou bailarico de aldeia sem que o vocalista não faça apelos clubísticos, para cativar melhor as pessoas!? "SBOOOOOOOOOORTINGUEEEE" "EEEEEESSSEEEEELLLLEEEEBEEEEEE""PUUUUUUUUUUOOOOOOOOORTUUUUUUU"...e depois lá começam as pessoas, que de outra forma já estavam nas imperiais, ou a falar, ou a "ver" (não a "ouvir"o grupo) a animar tudo porque todos querem fazer-se soar mais alto!
Os músicos "fizeram campanha"....o público "votou"....ninguém saiu realmente vencedor. Mas às vezes dá pancada, chatices e zangas.
Bons músicos não precisam dessas campanhas: tocam e pronto!
Músicos medíocres, até fazem o pino, para agradar...todos são simpáticos, quando assim tem de ser! Mesmo que não agrade! O que importa é o final! E, no fundo, enaltecer-se, ganhar fama/dinheiro/poder/mais concertos! Até beijinhos dão nas velhotas, se elas pedirem...os músicos claro!

E sabeis que mais?! Sinto que às vezes também sou "músico". Dou conversa, aperto mãos, espalho sorrisos....mas honestamente, nem tudo é sinceros!  Sinto-me enojado e sem honra, sempre que isso acontece e me apercebo e nem 4 duches diários me fazem sentir melhor...! Sou humano, e erro, mas era exactamente aqui que gostava de ser sobre-humano: não me vender, nunca! A nada! E se possível, um resto de coragem, umas sobras de inteligência e um bocadinho de agir, para mudar algo para melhor...

Não confundir no entanto, ser "músico" com ser educado...! Mas isso virá noutro post...


"Epá! Ninguém está a dançar! Manda avançar as bailar...O quê?! Constipadas!? Plano B: SBOOOOOOORTINGUE! BINFICAAAAAAAAAAAAAA! PUUUUUUOOOORTOOO!!!" 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A beleza de uma resposta curta...

Conta a lenda, que um dia, Filipe da Macedónia invadiu a Grécia. Conseguiu conquistar tudo...menos Esparta! Ora Esparta, ficava na região da Lacónia (ou Lacedemónia, numa alusão a Lacedemon, filho de Júpiter, o qual casou com Esparta...enfim....) e o rei Filipe, não se fazendo rogado escreveu uma carta, onde fazia clara as suas intenções em relação a Esparta : "Se não se renderem imediatamente, avançarei sobre a Lacónia. Se avançar sobre a Lacónia, queimarei, pilharei e destruirei tudo o que vos for mais querido. Se me fizerem avançar, a cidade de Esparta cairá..."

Esparta respondeu apenas "Se".

Numa resposta curta, de duas letras, concisa, disse muito mais que tudo o que o rei Filipe tentou dizer. Ficou para a história como "resposta lacónica".

E hoje em dia, vejo pouco este tipo de resposta, o qual considero de um nível e superioridade acima da média. Tentamos todos brilhar com palavras caras, vocábulos bonitos, sintaxes floreadas e esquecemo-nos que aquilo que mais importa, é mesmo a resposta. Também nos esquecemos, quase sempre, que por vezes "menos é mais"!

Pequena resposta = resposta longa + muitas letras