terça-feira, 29 de novembro de 2011

A politiquíce dos músicos...(ou "A musicalidade da política")

Reparei que quase todos nós odia...temos menos afinidade com a classe política! (com algumas excepções, claro: eles próprios) (pensando melhor...eles odeiam-se uns aos outros...) (enfim..), e não reparamos, no meio desta salganhada toda que nós, somos políticos também!

Já alguém assistiu a um baile de verão, ou bailarico de aldeia sem que o vocalista não faça apelos clubísticos, para cativar melhor as pessoas!? "SBOOOOOOOOOORTINGUEEEE" "EEEEEESSSEEEEELLLLEEEEBEEEEEE""PUUUUUUUUUUOOOOOOOOORTUUUUUUU"...e depois lá começam as pessoas, que de outra forma já estavam nas imperiais, ou a falar, ou a "ver" (não a "ouvir"o grupo) a animar tudo porque todos querem fazer-se soar mais alto!
Os músicos "fizeram campanha"....o público "votou"....ninguém saiu realmente vencedor. Mas às vezes dá pancada, chatices e zangas.
Bons músicos não precisam dessas campanhas: tocam e pronto!
Músicos medíocres, até fazem o pino, para agradar...todos são simpáticos, quando assim tem de ser! Mesmo que não agrade! O que importa é o final! E, no fundo, enaltecer-se, ganhar fama/dinheiro/poder/mais concertos! Até beijinhos dão nas velhotas, se elas pedirem...os músicos claro!

E sabeis que mais?! Sinto que às vezes também sou "músico". Dou conversa, aperto mãos, espalho sorrisos....mas honestamente, nem tudo é sinceros!  Sinto-me enojado e sem honra, sempre que isso acontece e me apercebo e nem 4 duches diários me fazem sentir melhor...! Sou humano, e erro, mas era exactamente aqui que gostava de ser sobre-humano: não me vender, nunca! A nada! E se possível, um resto de coragem, umas sobras de inteligência e um bocadinho de agir, para mudar algo para melhor...

Não confundir no entanto, ser "músico" com ser educado...! Mas isso virá noutro post...


"Epá! Ninguém está a dançar! Manda avançar as bailar...O quê?! Constipadas!? Plano B: SBOOOOOOORTINGUE! BINFICAAAAAAAAAAAAAA! PUUUUUUOOOORTOOO!!!" 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A beleza de uma resposta curta...

Conta a lenda, que um dia, Filipe da Macedónia invadiu a Grécia. Conseguiu conquistar tudo...menos Esparta! Ora Esparta, ficava na região da Lacónia (ou Lacedemónia, numa alusão a Lacedemon, filho de Júpiter, o qual casou com Esparta...enfim....) e o rei Filipe, não se fazendo rogado escreveu uma carta, onde fazia clara as suas intenções em relação a Esparta : "Se não se renderem imediatamente, avançarei sobre a Lacónia. Se avançar sobre a Lacónia, queimarei, pilharei e destruirei tudo o que vos for mais querido. Se me fizerem avançar, a cidade de Esparta cairá..."

Esparta respondeu apenas "Se".

Numa resposta curta, de duas letras, concisa, disse muito mais que tudo o que o rei Filipe tentou dizer. Ficou para a história como "resposta lacónica".

E hoje em dia, vejo pouco este tipo de resposta, o qual considero de um nível e superioridade acima da média. Tentamos todos brilhar com palavras caras, vocábulos bonitos, sintaxes floreadas e esquecemo-nos que aquilo que mais importa, é mesmo a resposta. Também nos esquecemos, quase sempre, que por vezes "menos é mais"!

Pequena resposta = resposta longa + muitas letras

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

teoria da mona lisa e dos quadros feios à volta

Um balde estava cheio de caranguejos espertos e outro balde cheio de caranguejos chico-espertos: no balde dos espertos, todos concordaram juntar-se num lado para desequilibrar o balde, fazê-lo cair e escaparem; no balde dos chico-espertos, todos tentaram a sua sorte individualmente, mas sempre que um subia mais alto, os outros puxavam-no dizendo "Onde é que pensas que ias sozinho!?"...Os chico-espertos, morreram na panela!

 Ora isto serve para reflectir: vivemos em sociedade porque sempre foi mais fácil crescer, evoluir, ter melhores condições de vida quando com todas as nossas qualidades (e defeitos) nos complementávamos e compensávamos colectivamente as falhas individuais. Porém, este é o tempo dos "heróis", em que todos apenas olham para si, e ninguém consegue retirar glória do trabalho de equipa. 

Preferimos destacarmos-nos de todos pisando-os e rebaixando-os, em vez de nos esforçarmos mais para chegar mais alto. Na práctica, o que fazemos é diminuir a qualidade geral, para que a nossa, se evidencie, sem ter que nos esforçarmos muito...

Preferimos ter "quadros feios"(ou até mesmo nada!) à volta para pensarmos que somos mesmo bons! E ninguém se apercebe do valor real da Mona Lisa, que sendo o mais conhecido quadro do mundo, não precisa de nada dessas mesquinhices para continuar a ser o que é!

"A Gioconda pareceria muito mais gira, se pusessem quadros mais feios à volta..."

sábado, 12 de novembro de 2011

"Mãe! Vou jogar futebol....no sofá!"

Num anúncio televisivo apareceu a publicidade a mais um jogo de futebol: "O FEET2011 é o melhor jogo de futebol desta série, e o mais real até à data"! O mais REAL? Real em quê? Eu não gosto de ver desportos na televisão porque o desporto foi feito para ser praticado e não visto! E agora há milhares de jogos, caríssimos, quando os "putos" poderiam comprar uma bola e ...(o que é que se faz com uma bola!? Ah já me lembrei!!!)....JOGAR!!! Culpa-se o preço mas ninguém quer uma bola barata! E ainda ficam infelizes porque para o ano a versão 2011 já não presta, como se as regras do futebol mudassem....
Jogar,competir, cair, esfolar-me, lutar, chorar, rir, pensar, agir, falhar, voltar a pensar, voltar a agir, vencer.... Os desportos fazem de tal forma parte de mim, que nem penso em como se seria se não tivessem existido na minha vida...


Mas hoje o único problema, é passar o nível à primeira ou voltar atrás e escolher "easy" ou "very easy"...tudo, no conforto do sofá! 
"Era giro era inventarem um jogo que simulasse a realidade! espera lá mas isso  já...."



A maldição de ser bem intencionado...

"Ninguém te pediu que fizesses isso, pois não! E agora, olha o que fizeste!" é uma frase que já se ouve com mais frequência do que um simples "obrigado"...
Cada vez mais, tenho notado que todos nós temos um enorme problema: uma falta de respeito absoluta para com quem é bem intencionado. É difícil distinguir quem o é, e quem não o é, e por vezes é essa a nossa desculpa para reagirmos mal, com pessoas que nos querem bem. Aceito!
O que não aceito, é quando depois de distinguires os bem-intencionados dos mal-intencionados, continuamos a tratar todos por igual! E, porque os bem-intencionados se opõem menos, até temos tendência a tratá-los pior....


Quantas vezes não fizeste 999 vezes uma coisa bem, sem nenhum reconhecimento, ou palavra ou gesto que te indique agrado e quando fazes 1 vez mal, levas logo com a "moca dos pregos"?! Não que eu precise de reconhecimento nem louvores pelo que faço bem...mas da mesma forma e na mesma lógica, também não preciso de puxões de orelhas: já me bastou errar!!!

A nossa Natureza leva-me a crer que somos melhores a julgar do que a instruir!


Ou será que não temos capacidade de reconhecer os nossos erros e procuramos incessantemente um erro de alguém, quão buraco, para esconder os nossos?


A mão que que fica por baixo, sofre mais do que a mão que segura o martelo da justiça.
(Julgar é fácil mas quando não há justiça, é negativamente devastador)