terça-feira, 29 de novembro de 2011

A politiquíce dos músicos...(ou "A musicalidade da política")

Reparei que quase todos nós odia...temos menos afinidade com a classe política! (com algumas excepções, claro: eles próprios) (pensando melhor...eles odeiam-se uns aos outros...) (enfim..), e não reparamos, no meio desta salganhada toda que nós, somos políticos também!

Já alguém assistiu a um baile de verão, ou bailarico de aldeia sem que o vocalista não faça apelos clubísticos, para cativar melhor as pessoas!? "SBOOOOOOOOOORTINGUEEEE" "EEEEEESSSEEEEELLLLEEEEBEEEEEE""PUUUUUUUUUUOOOOOOOOORTUUUUUUU"...e depois lá começam as pessoas, que de outra forma já estavam nas imperiais, ou a falar, ou a "ver" (não a "ouvir"o grupo) a animar tudo porque todos querem fazer-se soar mais alto!
Os músicos "fizeram campanha"....o público "votou"....ninguém saiu realmente vencedor. Mas às vezes dá pancada, chatices e zangas.
Bons músicos não precisam dessas campanhas: tocam e pronto!
Músicos medíocres, até fazem o pino, para agradar...todos são simpáticos, quando assim tem de ser! Mesmo que não agrade! O que importa é o final! E, no fundo, enaltecer-se, ganhar fama/dinheiro/poder/mais concertos! Até beijinhos dão nas velhotas, se elas pedirem...os músicos claro!

E sabeis que mais?! Sinto que às vezes também sou "músico". Dou conversa, aperto mãos, espalho sorrisos....mas honestamente, nem tudo é sinceros!  Sinto-me enojado e sem honra, sempre que isso acontece e me apercebo e nem 4 duches diários me fazem sentir melhor...! Sou humano, e erro, mas era exactamente aqui que gostava de ser sobre-humano: não me vender, nunca! A nada! E se possível, um resto de coragem, umas sobras de inteligência e um bocadinho de agir, para mudar algo para melhor...

Não confundir no entanto, ser "músico" com ser educado...! Mas isso virá noutro post...


"Epá! Ninguém está a dançar! Manda avançar as bailar...O quê?! Constipadas!? Plano B: SBOOOOOOORTINGUE! BINFICAAAAAAAAAAAAAA! PUUUUUUOOOORTOOO!!!" 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A beleza de uma resposta curta...

Conta a lenda, que um dia, Filipe da Macedónia invadiu a Grécia. Conseguiu conquistar tudo...menos Esparta! Ora Esparta, ficava na região da Lacónia (ou Lacedemónia, numa alusão a Lacedemon, filho de Júpiter, o qual casou com Esparta...enfim....) e o rei Filipe, não se fazendo rogado escreveu uma carta, onde fazia clara as suas intenções em relação a Esparta : "Se não se renderem imediatamente, avançarei sobre a Lacónia. Se avançar sobre a Lacónia, queimarei, pilharei e destruirei tudo o que vos for mais querido. Se me fizerem avançar, a cidade de Esparta cairá..."

Esparta respondeu apenas "Se".

Numa resposta curta, de duas letras, concisa, disse muito mais que tudo o que o rei Filipe tentou dizer. Ficou para a história como "resposta lacónica".

E hoje em dia, vejo pouco este tipo de resposta, o qual considero de um nível e superioridade acima da média. Tentamos todos brilhar com palavras caras, vocábulos bonitos, sintaxes floreadas e esquecemo-nos que aquilo que mais importa, é mesmo a resposta. Também nos esquecemos, quase sempre, que por vezes "menos é mais"!

Pequena resposta = resposta longa + muitas letras

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

teoria da mona lisa e dos quadros feios à volta

Um balde estava cheio de caranguejos espertos e outro balde cheio de caranguejos chico-espertos: no balde dos espertos, todos concordaram juntar-se num lado para desequilibrar o balde, fazê-lo cair e escaparem; no balde dos chico-espertos, todos tentaram a sua sorte individualmente, mas sempre que um subia mais alto, os outros puxavam-no dizendo "Onde é que pensas que ias sozinho!?"...Os chico-espertos, morreram na panela!

 Ora isto serve para reflectir: vivemos em sociedade porque sempre foi mais fácil crescer, evoluir, ter melhores condições de vida quando com todas as nossas qualidades (e defeitos) nos complementávamos e compensávamos colectivamente as falhas individuais. Porém, este é o tempo dos "heróis", em que todos apenas olham para si, e ninguém consegue retirar glória do trabalho de equipa. 

Preferimos destacarmos-nos de todos pisando-os e rebaixando-os, em vez de nos esforçarmos mais para chegar mais alto. Na práctica, o que fazemos é diminuir a qualidade geral, para que a nossa, se evidencie, sem ter que nos esforçarmos muito...

Preferimos ter "quadros feios"(ou até mesmo nada!) à volta para pensarmos que somos mesmo bons! E ninguém se apercebe do valor real da Mona Lisa, que sendo o mais conhecido quadro do mundo, não precisa de nada dessas mesquinhices para continuar a ser o que é!

"A Gioconda pareceria muito mais gira, se pusessem quadros mais feios à volta..."

sábado, 12 de novembro de 2011

"Mãe! Vou jogar futebol....no sofá!"

Num anúncio televisivo apareceu a publicidade a mais um jogo de futebol: "O FEET2011 é o melhor jogo de futebol desta série, e o mais real até à data"! O mais REAL? Real em quê? Eu não gosto de ver desportos na televisão porque o desporto foi feito para ser praticado e não visto! E agora há milhares de jogos, caríssimos, quando os "putos" poderiam comprar uma bola e ...(o que é que se faz com uma bola!? Ah já me lembrei!!!)....JOGAR!!! Culpa-se o preço mas ninguém quer uma bola barata! E ainda ficam infelizes porque para o ano a versão 2011 já não presta, como se as regras do futebol mudassem....
Jogar,competir, cair, esfolar-me, lutar, chorar, rir, pensar, agir, falhar, voltar a pensar, voltar a agir, vencer.... Os desportos fazem de tal forma parte de mim, que nem penso em como se seria se não tivessem existido na minha vida...


Mas hoje o único problema, é passar o nível à primeira ou voltar atrás e escolher "easy" ou "very easy"...tudo, no conforto do sofá! 
"Era giro era inventarem um jogo que simulasse a realidade! espera lá mas isso  já...."



A maldição de ser bem intencionado...

"Ninguém te pediu que fizesses isso, pois não! E agora, olha o que fizeste!" é uma frase que já se ouve com mais frequência do que um simples "obrigado"...
Cada vez mais, tenho notado que todos nós temos um enorme problema: uma falta de respeito absoluta para com quem é bem intencionado. É difícil distinguir quem o é, e quem não o é, e por vezes é essa a nossa desculpa para reagirmos mal, com pessoas que nos querem bem. Aceito!
O que não aceito, é quando depois de distinguires os bem-intencionados dos mal-intencionados, continuamos a tratar todos por igual! E, porque os bem-intencionados se opõem menos, até temos tendência a tratá-los pior....


Quantas vezes não fizeste 999 vezes uma coisa bem, sem nenhum reconhecimento, ou palavra ou gesto que te indique agrado e quando fazes 1 vez mal, levas logo com a "moca dos pregos"?! Não que eu precise de reconhecimento nem louvores pelo que faço bem...mas da mesma forma e na mesma lógica, também não preciso de puxões de orelhas: já me bastou errar!!!

A nossa Natureza leva-me a crer que somos melhores a julgar do que a instruir!


Ou será que não temos capacidade de reconhecer os nossos erros e procuramos incessantemente um erro de alguém, quão buraco, para esconder os nossos?


A mão que que fica por baixo, sofre mais do que a mão que segura o martelo da justiça.
(Julgar é fácil mas quando não há justiça, é negativamente devastador)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Bolas! Perdi mais uns euros e 3 horas...

Começo a não gostar de gastar dinheiro em cinema: 10 em 10 filmes foram fracos ou "mérdios".
Há três coisas que estragaram os filmes (e algumas séries):
1º todos têm de ser para a familia inteira (ridiculo!)
2º Efeitos especiais por computador (acelerou de tal forma a produção que em vez de ser positivo, não permite que os realizadores se inspirem, nem que haja bandas sonoras feitas à medida e com qualidade
 3º os filmes deixaram de ser uma obra de arte para ser um producto...
Aqui está o "Óscar Alho" para esses filmes

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Apeles effect

Andava eu a deambular pelo mundo da mitologia, quando deparei com uma personagem deveras curiosa: o pintor Apeles! Considerado o maior pintor da antiguidade clássica, nenhuma obra dele sobreviveu até aos dias de hoje. Sabe-se porém da sua importância, pelos escritos, pela informação histórica (o rei Filipe da Macedónia, o seu filho Alexandre,o Magno e todos os seus generais lhe pediram para ficar por ele pintados) e porque foi a príncipal inspiração a nível da pintura no Renascimento.

 Tudo isto para dizer..."um tipo importante, portanto!"

Porém, e apesar destas caracteristicas todas, é como Pirro, cuja batalha ninguém se recorda, mas todos sabem o que se diz sobre ela...(se não se recordam, esperem por outro post...).

Apeles, sendo famoso e o melhor do seu tempo (tipo "Mourinho" da pintura clássica), era muito humilde (pronto, já não era o Mourinho do seu tempo)! Um dia, um sapateiro, detectou-lhe um erro numa das sandálias que tinha pintado e Apeles, prontamente se aprontou a corrigir o erro e assim, a aproximar mais a sua pintura, à perfeição. A história teria sido fantástica, se tivesse ficado por aqui....mas não ficou!
Ora o dito sapateiro, cujo nome ninguém sabe, depressa lhe subiu à cabeça o facto de Apeles, a Lenda, ter ouvido um conselho seu, e logo de seguida se despachou a encontrar outro defeito na obra de arte, dizendo agora, que os joelhos de uma das personagens não deveria ser assim! Logo o pintor tomou uma reacção, e desta vez, em vez de re-pintar os joelhos, disse " «Ne supra crepidam sutor judicaret»" que significa, "Não deve o sapateiro julgar, acima das Sandálias" ou mais comum "Sapateiro, aos teus sapatos!"...


...e depois desta longa introdução ( a mais longa até agora), vem o sumo:
Hoje, enervo-me um pouco com as larachas/postas de pescada/baldes que cada um manda, sem saber minimamente do que fala! Deparo-me com pessoas a discutir comigo assuntos da minha profissão, como se soubessem mais que eu. E nem depois de dizer o que faço, e que sei mais, estudei mais, aprendi mais e tenho mais experiência em determinado assunto, as pessoas se demovem de pensar que têm razão. Isto dá-me que pensar: aquele que pensa que sabe tudo, é-lhe impossível evoluir, da mesma forma que um copo cheio, não pode levar mais (pode é estar cheio de água estagnada, ou de pó, mas certamente, não vai lá caber mais nada!). Tem cuidado, por isso, com os "copos cheios" e com os "sapateiros", não vás tu desaprender o que sabes, ou pior ainda, ser um deles...


"Apeles e o sapateiro" de Giorgio Vasari





quinta-feira, 16 de junho de 2011

É feio cortar músicas a meio...

É feio cortar uma música a meio, nunca se sabe quando a melhor parte está para vir...

Poderia dizer que aqui a palavra "música" pode ter os mais diversos significados, como se de um exemplo ou uma metáfora, se tratasse...Como se trocássemos a palavra "música", por outra, e a mesma mensagem tivesse significado noutros contextos...

 ...mas não o irei fazer. Deixarei isso para a vossa perspicácia.

http://www.youtube.com/watch?v=GmHgdLKwU8U
Nesta, por exemplo, a parte boa só começa aos 3 minutos...para mim, pelo menos!

Qualquer semelhança com o que está no link é pura coincidência.

Meine, ist meine krieg

Tenho um defeito...aliás, tenho muitos! Mas este é especial: levo as coisas a peito! Levar as coisas a peito é como quem diz, "levo quase tudo a nível pessoal". Por exemplo, se algum amigo se esquece de me convidar para algo onde todos os outros amigos foram convidados, eu fico lixado e fico a pensar "não me convidou por alguma razão pessoal!" ...isto, só para citar um exemplo! Também, fico lixado quando tenho de ouvir um sermão, porque alguém fez algo mal mas, aqui é um pouco diferente: mesmo que não seja para mim, custa-me a ouvir, porque me dá uma sensação de injustiça ...afinal de contas nem é para mim! Porém, é a pegar nesta ultima parte que eu quero partir para o que queria dizer...Não gosto de ouvir o que não é para mim, mas também não quero que ninguém oiça por mim. Fico pior em saber que pessoal que não tem culpa teve de ouvir o mesmo que eu, injustamente. Isso  custa-me. Muito!
Por vezes é necessário ir mais longe, arriscar, perder e sofrer até ganhar...nem todos estão dispostos ao mesmo, e eu entendo isso. Como posso eu arriscar à vontade se, por ventura falhar, todos sofrem?! Não é por arrogância que por vezes gosto de fazer as coisas isolado e sozinho...é por isto mesmo: aceito toda a responsabilidade pelo que faço, ou delego, mas para isso, tem de ser à minha maneira!

"Minha, é a minha guerra" e mais ninguém deve sofrer com ela...

Para quê cavalgarmos todos em direcção ao sol-posto se isso faz doer os olhos a tanta gente?!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Teoria da "Coragem vs Estupidez"

A coragem e a estupidez, são separadas por uma linha muito ténue. È estranho ouvir isso! Pela óptica do senso comum, apresentam-se  como qualidades muito diferentes: soa mal dizer que "o corajoso pode vir a ser considerado estúpido"!? Ou vice-versa?! Infelizmente a linha que as separa é mesmo pequena: a essa linha dá-se o nome de SUCESSO!
O maior acto de coragem, será transformado no maior acto de burrice se não houver sucesso! O maior altruísmo não passará da maior inconsciência se não resultar algo de bom...
Não acontece a quem é consciente, mas a quem muito quer arriscar. E só quem muito arrisca, muito poderá ganhar, ou perder.
Acreditem ou não mas, a única coisa que separa o herói do tolo é....o sucesso positivo!
Preocupa-te pois, por isso, em teres sucesso, em vez de te preocupares a ser herói....pois podes acabar por parecer tolo!

Percebem o que eu quis dizer?! Ambos tentaram imitar mas a um deles faltou algo...



...que é "chave"!

sábado, 28 de maio de 2011

Por vezes o problema não está na resposta...

Por vezes o problema não está na resposta...
...por vezes, o que está mal, é mesmo a pergunta!

Sim, não, talvez, azul, 1492, banana, andorinha-europeia, andorinha-africana faz tudo parte de um conjunto possível de respostas possíveis. Porém, nada parece mais rídiculo, do que expor essas palavras sem um contexto: neste caso, uma pergunta! O que dá importância e significado à resposta, é a pergunta. No dia-a-dia, e na nossa sociedade em geral,que é uma sociedade científica, racional, lógica, somos obcessados com respostas...mas esquecemo-nos que aquilo que nos guia,e a única coisa que podemos controlar são as perguntas que fazemos. As respostas, surgem, e surgem fora do nosso controlo. E, nem sempre temos respostas suficientes para entender outras respostas que aparecem.

Há quem diga que os grandes filósofos se aperceberam da importância de uma pergunta, de tal forma que, muitas vezes, respondiam com uma pergunta...

"Ás vezes olho para o céu e pergunto-me..."

domingo, 22 de maio de 2011

Expectativas vs Felicidade Round 1! Fight!

Como te sentirias, se ao receberes o Euromilhões,tivesse havido 100 pessoas a apostar no mesmo que tu e só recebesses 1 milhão em vez de 100 milhões?!
(Atenção! Um milhão é fantástico...mas as expectativas trair-te-iam...terias planos para 100 milhões, e esse 1 milhão, mesmo que muito e sem esforço, não seria a mesma coisa!)

Então e se em vez de 20 mil euros recebesses 100 mil?! Aí seria fantástico...pois estavas a receber bem mais do que o que esperavas: o teu prémio era afinal 5 vezes maior!

Ou seja, na situação de 1 milhão ficarias "infeliz" (salvo seja!) e na de 100 mil, bastante agradado, "feliz"! Mas...não é porventura, um milhão maior que 100 mil!? O que parece paradoxal à primeira vista, é simples de ser explicado!

A tua "felicidade" ou o teu "bem-estar" é classificado pelas expectativas que tens, ou seja, dependendo daquilo que queres, e ambicionas, e conforme o que tens, assim te sentirás conforme!
Um sapateiro não se importa de receber menos que um astronauta, mas ficará chateado, se receber menos que alguém que não trabalha: tem as suas expectativas, e elas, provêm da sua lógica e da sua condição. 

Assim, o primeiro passo para "felicidade" seria estabelecer bons objectivos...

Direi mesmo "A base de uma desilusão, é sempre uma ilusão"...

Algures nesse gráfico está um ponto, onde todos gostaríamos de estar!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Always, like a gentleman...

Procede como um cavalheiro sempre e em todas as alturas da tua vida:

Parte sempre de semelhante posição, e de igual para igual.

Joga sempre segundo as mesmas regras...



...sem nunca te esqueceres que há sempre um tempo para tudo!

Corta no que não te faz falta!


...e aplica-te de alma e coração. (veste a camisola!)

Corre quando os outros andarem...voa quando os outros correrem!


Nunca te esqueças que a corrida é ganha no último cm .

Recolhe e aceita humildemente as tuas recompensas....

...e alegra-te e rejubila pelo que é conseguido com esforço.

Não te esqueças do que (e de quem) te levou à vitória...

...e se é mais difícil manter do que bater um record, então bate mais um!

Primus inter pares....

Nunca vos aconteceu irem passear, e só haver pessoas a caminhar na direcção oposta? Sentem que algo está mal, e o impulso de perceber o que se passa, ou se estamos errados é arrebatador. Eis, que nesse momento, olhamos para trás, e reparamos que vêm pessoas atrás, e apenas somos os primeiros a caminhar, na direcção que escolhemos.

Nem sempre o facto de estarmos sozinhos, indica que estamos errados, Por vezes, fomos apenas os primeiros a estar certos.

p.s. prepara-te para dar um número de passos superior ao número de pessoas que foram contra ti, senão, irás andar para trás.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Carpe o quê?!

Há um cliché que me chateia mais que os outros: Carpe Diem!
Carpe Diem, significa em latim "aproveita o dia".
Quase toda a gente gosta de se assumir como alguém inteligente que aproveita o dia. Até porque é inteligente aproveitar o dia. Mas não é inteligente, ou não tanto, gozar todos os dias, como se fossem o último, e utilizar estas duas palavras como desculpa para atitudes irreflectidas. Porém, assim é. Virtudes como a paciência e calma, são "cilindradas" por estas duas palavras, que ganharam força nesta nossa sociedade actual. Há momentos que são para aproveitar, esquecer tudo o resto e empenhar-mo-nos neles, ao máximo, quer por sucesso ou divertimento (ou ambos), mas há outras alturas, em que temos de nos esforçar para atingir esses momentos!
Exemplo: Um bolo, demora 1h ou 2h a fazer, mas 5 minutos a comer...segundo a lógica do "carpe diem", dever-se-ia gozar o dia apenas...ou seja, não perder 20 vezes mais tempo a trabalhar do que a ter "prazer". Porém já viram alguém a comer ovo cru, ou farinha ou açúcar?!
A ser levado ao extremo, não se semeava,não se trabalhava, não se investigava,não se gastavam esforços em coisas que não resultassem em satisfação imediata e, consequentemente, não se evoluía.


Espero que todos optem por um ideal mais "Carpe Vitae", porque se nós fomos abençoados com mais que um dia de vida, para quê, gozarmos como se fosse só um!?

Se o Kasparov jogasse todas as suas peças, como se fosse a última jogada, por muito inteligente que fosse, nunca teria sido campeão!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"Mother Theresa" is dead....

Por vezes tenho a mania de querer juntar toda a gente. Eu tento fazer isso, mas é difícil porque apercebi-me hà pouco tempo,que é puro egoísmo da minha parte disfarçado de filantropia...Ao querer que todos se relacionem bem, é quase o mesmo que pedir que cada um abdique daquilo que acredita, e daquilo que é. Os putos, levam umas palmadas, os graúdos, são maiores e vacinados. Resolvam-se. Eu estou e estarei na boa, tanto quando me for permitido. Porém, não me chatear nunca, também revela uma enorme falta de carácter.

Por isso, aproveitarei para me zangar sempre que achar que é justo, ou por algo que acredito.

Há excepções, mas estão em vias de extinção.

Life

Ora aqui está algo, que pela forma com está escrito, poderia ter sido eu a fazê-lo. Sinto-me narcisista, quando digo que é uma mensagem brutal: è a esse ponto que eu me identifico com ela!
Até na forma como toca mal guitarra e entra fora de tempo, eu tenho de dizer que...queres ver que sou mesmo eu!?


"A man much wiser than me once said,

Life is like a box of chocolates.
Life is also like a lot of other things,
Less like a box of chocolates than you might think.
Life is like, sitting on a snake,
Sooner or later, it's gonna bite you in the ass.
Life is like, a sudoku puzzle,
Frustrating, and ultimatly pointless.
Life's like having a conversation,
You're crazy, if you try do it alone.
Life's like a salmon swimming upstream,
Hard work, and sometimes you get eaten by bears.
Life's like a big strong man in a miniskirt,
Unusual, but who am I to judge?
Life's like getting up in the morning and having a coffee and get in your car and driving to work,

Oh, that IS life.

Life, life, life, life, life, life,
Ooh, life, life, life, life, life.
(sing along if you know the words)

Life's like dancing naked with a horse,
Something you can only ever do once.
Life's like the movie Titanic,
Long...


And you know how it's gonna end.
Life's like a song by Britney Spears,
Devoided meaning, what the hack let's dance.

Life, life, life, life, life, life,
Ooh, life, life, life, life, life.
(sounds like I'm saying flife, don't really think that's a word)

Life's like a back rub from an uncle,
Confusing, but you take what you can get.
Life's like a bottle of whiskey,
It takes years to mature, sometimes it makes you vomit.
Life's like watching a dog lick himself,
Full of impossible dreams.
Life's like death, only living.

as a man, much wiser than me onces said."

"LIFE"de Wilson Dixon

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

What is Right?

...o que é correcto?
Nem sempre o que é correcto, é legal...nem sempre o que é correcto está segundo os procedimentos....nem sempre o que é correcto é o mais aceitável socialmente! Mas o que é correcto, normalmente, coincide com um bom senso...o que está, neste momento em extinção. Vejo aproveitamento por parte de todos (e digo mesmo TODOS- mea culpa também-) das leis e procedimentos em geral. Baralhamos deveres, com direitos e esquecemo-nos que que com cada direito, vem sempre um dever de brinde.
Fico triste, quando no meio disto tudo, ainda vejo uma ou outra pessoa, qual gota de água no oceano, a tentar fazer as coisas pelos valores em que acredita....valores esses, que por vezes transcendem essas leis corruptas e muitas vezes imorais. Leis que protegem um punhado de pessoas, que muitas vezes coincidem com o mesmo punhado que as elabora, aprova e executa. Fico triste. Mas que sempre houve "podres" é fácil de entender: o que realmente me revolta, é quando esses "podres" punem quem ainda faz as coisas como deveriam de ser,e protegidos por linhas e alíneas, conseguem deitar abaixo quem se expõe em favor dos outros.
As Leis mudam, e a cultura vai e vem, mas as atitudes correctas, serão sempre correctas, independentemente de quem julga, e sob que atributos são julgadas.
A essas pessoas, verdadeiramente corajosas, o meu muito obrigado!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

No whinning, no bitching!

Das coisas que mais me enerva, chateia e enraiva, é a capacidade que as pessoas têm para se queixar, lamuriar, julgar e dizer mal de coisas, sem que tenham feito nada para mudar essas mesmas coisas, e que não têm a mínima intenção de mudar no futuro! Só há uma coisas que me chateia mais que isso: quando sou eu!
Vivemos no meio de uma sociedade de "treinadores de bancada", em que todos são "melhores" que os líderes, mas ninguém tem a coragem de se assumir como tal. Ninguém quer a responsabilidade de ser líder e de ter de aguentar o que quer que seja, pois sabem que os seus seguidores, serão pessoas sem carácter, preguiçosas e falsas, exactamente, como  ele mesmo! E desculpamo-nos com o facto de não termos tido uma educação adequada, ou de não termos nascido em berço de ouro, ou de não termos "connections" adequadas, ou de sermos contra os que "mandam", ou simplesmente, porque nunca tivemos a oportunidade para isso!
Preferimos chorar indefinidamente sobre o leite derramado, e termos penas de nós, que somos uns coitadinhos e  sempre ostracizados pela Sorte e pelo Fado.
Revelamo-nos mesquinhos...

...sempre que invejámos um bom emprego, mas nunca estudámos para o ter;
...sempre que ambicionámos uma posição mais elevada, mas nada fizemos para subir;
...sempre nos humilhamos e rebaixamos, só porque alguém nos passa à frente com um carro bom;
...sempre que seguimos quem fala muito, em vez de quem age mais;
...sempre que queremos ganhar o Euromilhões, e nem jogámos;
...sempre que cometemos um erro, e nem temos capacidade de o emendar;
...sempre que uma relação não dá certo, e apenas vemos os defeitos das outras pessoas;
...sempre que não temos coragem para dizer cara a cara, mas continuamos com a mania que somos frontais;
...sempre que dizemos que perdoámos, mas apenas queremos espaço para planear a vingança;
...sempre que somos infantis, porque é mais fácil não ter maturidade!
...sempre que rebaixando alguém, nos tornamos superiores, e não nos sentimos tão mal!
...sempre que ficamos à espera e culpamos os outros porque não dão o primeiro passo!

Ah!!!.......e...Sim!
Provavelmente, isto é para ti!

“Mesmo depois do leite derramado é importante pensar que a vida continua e a vaca não morreu.”
- Eno Teodoro Wanke

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Não gosto de usar a palavra desistir!

Não gosto de usar a palavra desistir!
É uma palavra que para mim tem uma conotação negativa.
Uma pessoa "desiste" quando se dá por vencida, ou reconhece que não tem capacidades para executar algo. Não gosto disso!
Porém, por vezes, tomo decisões que diferem daquilo que tinha planeado inicialmente. Optimizar, adaptar-me, ser inteligente, não é para mim sinónimo de desistência. É sinónimo de ter capacidade de tomar decisões.

Reparei há pouco tempo que muitas, mas mesmo muitas pessoas se definem como teimosas. Dá-me por vezes a sensação que confundem o facto de ser teimosas, com o ter personalidade, ou mais especificamente, uma personalidade forte.
À teimosia saudável, chamar-lhe-ia determinação: resulta de saber o que quero, para onde vou e que me esforço para tal.
À Teimosia "menos saudável" pode ser arrogância, consequências de insegurança ou pura estupidez: resulta em atitudes pouco lógicas, pouca aceitação de opiniões externas e incapacidade de reconhecer erros, resultando na incapacidade de evoluir.

A teimosia saudável, não desiste: adapta-se, ou optimiza.
A teimosia "menos saudável", ou leva tudo à frente, ou desiste, quando vê que não vai dar.


"Teimosia saudável": pormos-nos ao caminho, e chegar ao fim.


"Teimosia menos saudável"- Pretty self-explanatory...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Running & breathing

sometimes you need to breathe before you start running
another times you just need to catch you breath, after running
but in between, you just try to match you breathing with your steps...



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Hoje faltou-te iniciativa!"

"...Hoje faltou-te iniciativa! Tentei combinar um sítio contigo, mas sempre que sugeria um novo lugar, apenas te limitavas a acenar positivamente com a cabeça. Tudo estava bem para ti! Óptimo. Combinamos ir dar uma volta, passear a pé, como nos filmes, de mão dada. Mas só a minha procurava a tua...como apertavas com vigor, uma vez que as mãos se encontravam deixei de ter dúvidas. Era bom. Andámos a tarde inteira, e os assuntos que puxava, era relacionados com o que fazia, com o que sentia, com o que queria....limitavas-te a responder, mas não partilhaste. Compreendi. Já no restaurante, não sugeriste, não te apetecia nada em especial, e pediste o mesmo que eu. Estranhei. Fui-te levar a casa e agradeceste, com um sorriso escondido e um ar de subserviência que eu eu nunca quereria ver em alguém que eu queria ao mesmo nível que eu...
Por fim, decidi perguntar o que se passava, ao que respondeste, que estava tudo normal. E era essa a verdade. Sempre tinha sido assim, eu é que ainda não tinha notado"

In "Tic Tac to Failure", by unknow author

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A leve noção de perspectiva...(ou "Teoria dos pontos de vista diferentes")

Estavam 5 cegos lado a lado, em frente a algo grande e imponente!
Nenhum sabia o que era, pelo que todos opinaram.
Disse o primeiro: "Pela aspereza, rugosidade e forma cilíndrica, só pode ser um tronco!"



Disse o segundo: "Pela textura e pelo movimento, só pode ser uma cobra"

Disse o terceiro: "Por ser fino, e terminar em várias pontas, só pode ser um chicote"

Disse o quarto: "Por ser vasto e duro, só pode tratar-se de uma parede"

Disse o quinto: "Com estes cornos, só pode ser um touro"

Todos estavam certos. Porém, também todos estavam errados. A verdade incompleta de cada um, não chegava para que a sua razão fosse superior à de qualquer outro.
Estavam todos a frente a um elefante, e tendo apalpado apenas a perna, a tromba, a cauda, a barriga e as suas presas, ninguém o conseguiu identificar. E não mentindo, falharam todos...


Por vezes é preciso analisar mais que uma perspectiva e dar um passo atrás para ver melhor, porque se insistirmos apenas na nossa parte, seremos verdadeiramente os maiores cegos!